segunda-feira, 22 de junho de 2020

Poética do ciborgue, de Ernesto Manuel de Melo e Castro






Por Adriane Garcia

Poética do ciborgue: antologia de textos sobre tecnopoiesis, de Ernesto Manuel de Melo e Castro, editado pela Confraria do Vento, traz ensaios interessantes em que o autor reflete sobre a poesia e as suas transformações ligadas aos meios tecnológicos. Dos poemas visuais ao infopoema, Ernesto contextualiza as mudanças ocorridas no modo de fazer o poema.

Na primeira parte, trabalha-se os conceitos de poesia, transpoesia e repoesia nas literaturas brasileira e portuguesa. Na segunda parte, o autor nos fala da poesia concreta e da poesia digital, a infopoesia como uma poética do pixel, videoposia, transpoética fractal e literatura hipertextual.

Procurando demonstrar o alargamento do campo da poesia, em que literatura e artes plásticas se fundem, Poética do ciborgue é um livro curioso, no sentido de mostrar esses campos da invenção em que a própria palavra (fonética) quer ultrapassar-se (extinguir-se?).

Com as novas tecnologias e suportes, hoje com velocidade cada vez maior de aparecimento e desaparecimento, o poeta também se utiliza das máquinas/próteses na feitura do poema, e essa visualidade se transforma. O modo de olhar de uma sociedade é influenciado também pelos suportes que ela utiliza.

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Poética do ciborgue
Antologia de textos sobre tecnopoiesis
E. M. de Melo e Castro
Confraria do Vento
2014



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